- ouve-se tanto de inglês como de espanhol
- grande parte dos cartazes informativos e/ou de publicidade estão em inglês e em espanhol
- ouvi nas ruas: português (PT e BR), alemão, francês, italiano, polaco, hindu, coreano, chinês, japonês (como se eu distinguisse alguma destas)... fora aqueles que nem percebi de todo
- falaram comigo muitas vezes em espanhol (vai-se lá saber porquê)
- havia mais portadores de iPhones no metro que numa loja da Apple cá
- durante a viagem de metro ouve-se música, ou lê-se, ou dorme-se. ir a olhar para o vazio ou para o lado, não é opção
- umas horas depois de ter chegado ouvimos portugueses
- vi mais judeus do que alguma vez tinha sequer ponderado vir a ver
- percebi que os judeus vestem-se todos de cor e estilo igual
- vi tanta gente dançar mal que da próxima vez que vir alguém dançar assim vou pensar que é New Yorker
- andei mais com a cabeça no ar a olhar para os prédios do que para o chão
- a empregada da caixa do supermercado em frente ao apartamento já me reconhecia e garantiu-me que eu iria voltar a NYC (queria que eu fizesse o cartão do FoodTown)
- (quase) todos/as os/as empregados de lojas e restaurantes recebem-te à entrada com um sorriso, perguntam-te como estás e no fim, desejam-te um dia feliz
- as casas e as pessoas, são como nos filmes :)
- vi cantores e artistas de rua a quem não consegui não dar "esmola" de tão bons que eram
- não bebi nem um café que achasse bom
- vi uma bandeira de Portugal num estaleiro de obras no terminal do barco para Staten Island e fiquei muito feliz
- percebi o que é que os Beastie Boys querem dizer com o “from the Battery to the top of Manhattan” (e já agora também com a cena do “Asian, Middle-Eastern and Latin; Black, White, New York you make it happen”)
- cansei-me de pedir nas cadeias de fast-food "small"... e mm assim, davam-me comida e bebida a mais para mim: café (!?) a mais, bebidas gaseificadas a mais, sandes grandes de mais, etc.
- pediram-me direcções, duas vezes (claramente, à pessoa errada)
- vi mais tibetanos do que imagino que existam no Tibete (parade de exilados)
- estavam todos eufóricos com o Halloween (e eu fiquei com vontade de lá ficar para a festa!): abóboras "daquelas" em todo o lado, lojas cheias de disfarces ou decoradas a preceito, referências na TV, cartazes de festas... you name it!
- andei com a máquina fotográfica o tempo todo na mão e não senti que alguém ma quisesse roubar
- perdia-me em Times Square como me perco no Colombo
- percorri várias vezes a mesma rua ou avenida e encontrei sempre coisas novas
- quem corre é magro. não vi nem uma pessoa gorda a correr
- no Central Park vi um freak ruivo a fazer jogging descalço
- grande parte dos food cart (carrinhos de venda ambulante de comida na rua) têm um cheiro característico a gordura super-hiper-mega-queimada que se topa antes de virar a esquina
- vi muitas (mas mesmo muitas) pessoas a passear cães. não vi cocós na rua
- perguntaram em que parte do Brasil ficava Portugal
- quando, por acaso, já tinham ouvido falar de Portugal, era por causa do futebol (irra!)
- os bolos e os cookies têm todos um aspecto delicioso, mas só alguns o são verdadeiramente
- vi vegetais/frutas muito estranhas em China Town
- percebi que a Statue of Liberty não é assim tão grande como a fazem
- há bilhetes de comboio que dizem que os lugares nas carruagens não têm em conta a raça, credo, cor ou país de origem
- percebi que quando se está muito feliz, até nas fotos se vê
Segunda-feira, Outubro 19, 2009
Quinta-feira, Setembro 10, 2009
Quarta-feira, Agosto 05, 2009
os miúdos e miúdas lá do bairro, parece que com o calor 'tão a crescer mais do que o habitual.
aparecem lá grandes, arranjados/as, fashionables (então os emigras em frança...), cheios de cenário com os seus óculos de sol (elas) e o calçonete da moda descaído (eles)
eu, depois de acompanhar alguns deles (mesmo que de longe), ao longo destes 3 anos, acho que já 'tou com saudades.
e não é só deles... de os ver crescer... de já lhes saber quem são as mães, os pais, as alegrias e as tristezas,
é também dos meus crescidos... dos habitués, dos/as utentes da casa. aqueles que param lá porque a vida está sempre a lhes dar a volta e sozinho/a, a caminhada torna-se mais dificil.
então,
ando a me vingar,
insisto em ter longas conversas com eles e elas,
dou-lhes mais paleio,
sorrio mais,
esforço-me mais,
e de repente, tenho a consciencia de que este trabalho também me fazia feliz
e apetece-me dizer-lhes que vou continuar a passar lá muitas vezes para continuar a fazer parte das suas vidas,
mas já sei que isso não vai acontecer.
fizeram-me bem estes 3 anos.
(podiam ter feito melhor... caso contrário não tinha decidido sair, neh..)
e agora guardo todas estas coisas, pessoas, momentos e partilhas no coração.
também foram meus os seus problemas e alegrias.
é que já tenho mesmo saudades do bairro do zambujal
aparecem lá grandes, arranjados/as, fashionables (então os emigras em frança...), cheios de cenário com os seus óculos de sol (elas) e o calçonete da moda descaído (eles)
eu, depois de acompanhar alguns deles (mesmo que de longe), ao longo destes 3 anos, acho que já 'tou com saudades.
e não é só deles... de os ver crescer... de já lhes saber quem são as mães, os pais, as alegrias e as tristezas,
é também dos meus crescidos... dos habitués, dos/as utentes da casa. aqueles que param lá porque a vida está sempre a lhes dar a volta e sozinho/a, a caminhada torna-se mais dificil.
então,
ando a me vingar,
insisto em ter longas conversas com eles e elas,
dou-lhes mais paleio,
sorrio mais,
esforço-me mais,
e de repente, tenho a consciencia de que este trabalho também me fazia feliz
e apetece-me dizer-lhes que vou continuar a passar lá muitas vezes para continuar a fazer parte das suas vidas,
mas já sei que isso não vai acontecer.
fizeram-me bem estes 3 anos.
(podiam ter feito melhor... caso contrário não tinha decidido sair, neh..)
e agora guardo todas estas coisas, pessoas, momentos e partilhas no coração.
também foram meus os seus problemas e alegrias.
é que já tenho mesmo saudades do bairro do zambujal
Quarta-feira, Julho 22, 2009
por aqui...
as decisões vão tomando corpo e sendo assumidas aos poucos.
este limbo era-me confortável, mas cansava-me por demais.
em setembro,
não me mudo de malas e bagagens para a buraca
deixo a sua segurança
deixo o trabalho comunitário, de intervenção, na comunidade, junto dos excluídos e dos pobrezinhos.
foram 3 anos
não eram eles que me cansavam
era o trabalhar com eles ali que sim.
deixo de ter manhãs coloridas com todas as cores e feitios, com os seus problemas e dificuldades e obstáculos e lamurias.
em setembro,
mudo-me para a instabilidade dos recibos verdes (até dezembro... porque a partir de janeiro a história será outra),
mudo-me para as pessoas limpinhas e polidas com os seus problemas que dizem ser difíceis de resolver
venho para um posto de trabalho citadino com direito a secretária, computador (e e-mail com assinatura!! :)
venho para aqui para ser feliz
(e se daqui a tempos estiver a me lamuriar por isto ou por aquilo, peço aos amigos e amigas que me chibatem com carinho! :)
este limbo era-me confortável, mas cansava-me por demais.
em setembro,
não me mudo de malas e bagagens para a buraca
deixo a sua segurança
deixo o trabalho comunitário, de intervenção, na comunidade, junto dos excluídos e dos pobrezinhos.
foram 3 anos
não eram eles que me cansavam
era o trabalhar com eles ali que sim.
deixo de ter manhãs coloridas com todas as cores e feitios, com os seus problemas e dificuldades e obstáculos e lamurias.
em setembro,
mudo-me para a instabilidade dos recibos verdes (até dezembro... porque a partir de janeiro a história será outra),
mudo-me para as pessoas limpinhas e polidas com os seus problemas que dizem ser difíceis de resolver
venho para um posto de trabalho citadino com direito a secretária, computador (e e-mail com assinatura!! :)
venho para aqui para ser feliz
(e se daqui a tempos estiver a me lamuriar por isto ou por aquilo, peço aos amigos e amigas que me chibatem com carinho! :)
Quarta-feira, Julho 15, 2009
só p manter a chama acesa
a minha vida, cansa-me!
as decisões que eu tenho de tomar, cansam-me!
minto,
é melhor reformular,
(que a minha vida não me cansa... até a acho fixólas)
tomar decisões e assumi-las, sim, cansa-me!
chateia-me
fico desgostosa
fico triste
fico ansiosa
acordo às 3h30 da manhã de olho arregalado
passo horas a pensar no que tenho q dizer e no que tenho de fazer
tomar decisões, para mim, é um pesadelo!
ando nisto das decisões por gosto, claramente, porque já poderia ter fechado o capítulo,
já podia ter assumido que decisões tomadas são para ser assumidas
mas eu não estava contente
e agora tenho medo de ficar
agora q me dão de novo a escolher
tenho medo de ficar contente e daqui a uns tempos algum velho do restelo me vir dizer
"eu bem que avisei"
apetece-me explodir e gritar e fazer o que me apetece sem ter que ser pessoa crescida e dar satisfações a ninguém
credo.
que preferia ter de escolher entre sabores de gorilhas ou gamses
as decisões que eu tenho de tomar, cansam-me!
minto,
é melhor reformular,
(que a minha vida não me cansa... até a acho fixólas)
tomar decisões e assumi-las, sim, cansa-me!
chateia-me
fico desgostosa
fico triste
fico ansiosa
acordo às 3h30 da manhã de olho arregalado
passo horas a pensar no que tenho q dizer e no que tenho de fazer
tomar decisões, para mim, é um pesadelo!
ando nisto das decisões por gosto, claramente, porque já poderia ter fechado o capítulo,
já podia ter assumido que decisões tomadas são para ser assumidas
mas eu não estava contente
e agora tenho medo de ficar
agora q me dão de novo a escolher
tenho medo de ficar contente e daqui a uns tempos algum velho do restelo me vir dizer
"eu bem que avisei"
apetece-me explodir e gritar e fazer o que me apetece sem ter que ser pessoa crescida e dar satisfações a ninguém
credo.
que preferia ter de escolher entre sabores de gorilhas ou gamses
Sexta-feira, Julho 03, 2009
a queda que eu tenho p as coisas...
hoje,
fui expulsa do gabinete de um professor universitário (do IHMT), enquanto ele me fechava a porta na cara e dizia em tom furioso:
você a mim, não me trata por você, é Senhor Professor!!!
...ui!
(fiquei tão revoltada que ainda nem consigo falar do assunto...!)
fui expulsa do gabinete de um professor universitário (do IHMT), enquanto ele me fechava a porta na cara e dizia em tom furioso:
você a mim, não me trata por você, é Senhor Professor!!!
...ui!
(fiquei tão revoltada que ainda nem consigo falar do assunto...!)
Quarta-feira, Julho 01, 2009
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